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ESG Pulse no LACTE21: Chega de greenwashing — como fazer eventos sustentáveis que se sustentam

A ESG Pulse participou do LACTE21, maior evento da América Latina sobre gestão de eventos, realizado em São Paulo entre 23 e 24 de fevereiro. No primeiro dia, integramos o painel “Chega de Greenwashing: Como fazer um evento sustentável que se sustenta (financeira e socialmente)”, ao lado de Adriana Santana, Cassio Garkalns e Hubber Clemente.

O debate trouxe à tona verdades necessárias sobre a distância entre discurso e prática no setor — e deixou claro que sustentabilidade virou exigência de sobrevivência, não diferencial opcional.

Greenwashing traz riscos reais

Não adianta só a ação isolada. Quando falamos de greenwashing, muita gente ainda não sabe o que é de fato“, afirmou Tatiana Pacheco, da ESG Pulse. O alerta é direto: greenwashing não é apenas questão ética — traz riscos reputacionais e contratuais concretos.

Empresas multinacionais já incluem critérios ESG como cláusulas contratuais obrigatórias. Quem não comprova práticas sustentáveis com evidências verificáveis perde contratos. A  comunicação de ações pontuais virou prática de alto risco em um mercado que exige sistemas estruturados.

Métrica de vaidade não é impacto real

Um dos momentos-chave do painel foi a diferenciação entre métrica de vaidade e impacto real.

“Impacto real tem a ver com sistemas e processos. A gente mede os sistemas que geram processos internos verificáveis. A métrica por vaidade é aquela ponta do iceberg que está ali só para virar post na rede social“, explicou Tatiana.

A diferença está nos dados rastreáveis, avaliação contínua de fornecedores, planos de melhoria documentados. Certificações sérias funcionam como jornadas de desenvolvimento, não selos para marketing.

Certificação gera retorno financeiro

Contrariando a percepção de que sustentabilidade é custo, certificação ESG estruturada gera retorno mensurável.

A agência ou hotel  não cobra mais do cliente por estar certificado, mas eles ganham. Ganha como? Com competitividade, ganha com estruturação do negócio e do time e eficiência operacional. Existe um retorno financeiro de fato“, destacou Tatiana.

Processos mais eficientes, equipes engajadas, redução de desperdícios, melhor posicionamento em concorrências — a certificação estrutura o negócio de dentro para fora e movimenta o impacto na ponta.

Governança é o ponto de partida

A governança orienta e dá direção. Se você não tem uma governança na sua empresa ou no evento, que esteja trazendo a orientação do que tem que ser feito, das metas, dos indicadores, nada vai acontecer. Então tudo começa na governança“, enfatizou Tatiana.

Governança não custa milhões. É definir prioridades: quais práticas adotar, que critérios orientarão decisões, como medir evolução. Quando entendemos que meios de pagamento de 120 dias não favorecem pequenos produtores, ajustar prazos vira questão de governança — não de goodwill.

O “S” do ESG exige estrutura

O pilar social do ESG não pode ser reduzido a ações pontuais. Impacto social real exige metas no briefing, desenvolvimento de fornecedores locais, meios de pagamento adequados e parcerias de longo prazo.

O Casa Grande Hotel foi citado como case inspirador: trabalha há anos com ONG local desenvolvendo pitangueiras para produção de  geléias consumidas pelos hóspedes. Resultado: renda para a comunidade, impacto ambiental positivo, experiência autêntica. Não é ação pontual — é jornada estruturada.

O ESG é sistêmico, não é pontual. A gente precisa olhar tudo junto“, concluiu Tatiana.

Declaração de Belém foi apresentada

Durante o painel, a Declaração de Belém para o Turismo Sustentável foi apresentada ao público. O pacto setorial, assinado em 10 de fevereiro por ALAGEV, AMPRO, ABAV-SP, ABRACORP, UNEDESTINOS e outras entidades do setor, organiza o mercado em torno de métricas rastreáveis e comunicação responsável.

É o mercado inteiro olhando para a necessidade de definição de métricas e métodos rastreáveis para uma comunicação com responsabilidade. Chega de greenwashing, é comunicar com responsabilidade, com rastreabilidade e com dados tangíveis“, destacou Tatiana.

A Declaração oferece plataforma com simulados práticos: checklists de eventos sustentáveis, calculadoras de carbono e avaliações setoriais. É letramento em escala para o setor.

Dicas práticas compartilhadas

Os painelistas encerraram com orientações diretas:

  • Priorizar fornecedores com critérios ESG comprovados
  • Apoiar o desenvolvimento de parceiros, criando jornada conjunta
  • Exigir dados rastreáveis, não apenas declarações
  • Considerar certificação como investimento estruturante
  • Pensar em jornada contínua, não projeto pontual

Amanhã tem mais

No dia 24 de fevereiro, a ESG Pulse realiza o workshop “Declaração de Belém na prática: Seu evento e sua empresa estão prontos para o padrão global?”, aprofundando a aplicação prática dos conceitos debatidos no painel.

Em breve, publicaremos a cobertura completa com os insights do workshop e as ferramentas apresentadas para implementar ESG com evidências — sem complicação e sem greenwashing.

Acompanhe nossos conteúdos sobre o LACTE21 e fique por dentro das novidades da Declaração de Belém em esgpulse.global

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